Uma palavrinha
Uma palavrinha, dona - disse ele, mancando de dor -, uma palavrinha: tudo o que disse é verdade.
Sou um sujeito que gosta logo de saber tudo para enfrentar o pior com a melhor cara possível.
Não vou negar nada do que a senhora disse.
Mas mesmo assim uma coisa ainda não foi falada.
vamos supor que nós sonhamos, ou inventamos, aquilo tudo - árvores, relva, sol, lua, estrelas e até Aslam.
Vamos supor que sonhamos: ora, nesse caso, as coisas inventadas parecem um bocado mais importantes do que as coisas reais.
Vamos supor então que esta fossa, este seu reino, seja o único mundo existente.
Pois, para mim, o seu mundo não basta.
E vale muito pouco.
E o que estou dizendo é engraçado, se a gente pensar bem.
Somos apenas uns bebezinhos brincando, se é que a senhora tem razão, dona.
Mas quatro crianças brincando podem construir um mundo de brinquedo que dá de dez a zero no seu mundo real.
Por isso é que prefiro o mundo de brinquedo.
Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam.
Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista.
Assim, agradecendo sensibilizado a sua ceia, se estes dois cavalheiros e a jovem dama estão prontos, estamos de saída para os caminhos da escuridão, onde passaremos nossas vidas procurando o Mundo de Cima.
Não que as nossas vidas devam ser muito longas, certo; mas o prejuízo é pequeno se o mundo existente é um lugar tão chato como a senhora diz.
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