Quão o mal meu mundo pode criar Pelos meus olhos cheio de cólera Por imaginar partes indesejadas Neste labirinto esquecido pelo Sião

Quão o mal meu mundo pode criar
Pelos meus olhos cheio de cólera
Por imaginar partes indesejadas
Neste labirinto esquecido pelo Sião
Morre o sol sobre minha nudez
E o céu sangra babas de dor
Na gangrena do templo poente
No negro caixão podre de ilusão
Que fundara na cova do oceano
Dando a mão ao véu macerado
Pelo desgosto traços franzinos
Do silencioso verso do infinito

#gravidez#poema#barroes 165

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