VÁCUO Entrei na sala de natureza morta, De atmosfera parca e dolência crua. Procurei a luz, o calor da rua, Num olhar perdido ansiei a porta.
VÁCUO
Entrei na sala de natureza morta,
De atmosfera parca e dolência crua.
Procurei a luz, o calor da rua,
Num olhar perdido ansiei a porta.
Mas me sobreveio um vazio atroz,
Numa nua, fria idiossincrasia;
Me esqueci das cores, do odor do dia;
No horror do vácuo se ocultou tua voz.
O silêncio ecoa, expele vertigens.
Cintilante voam o ressonar das virgens,
Pela sala imensa o tempo acabou.
Fugiu soluçando a última lembrança,
E entorpecido na desesperança,
Vi que o relógio, sem gemer parou.
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