Poesia - O caboclo do Sertão
Poesia - O caboclo do Sertão
Sou matuto, sou da roça, tenho orgulho da mão grosa, sou amante do sertão.
Sou caipira, minha nossa senhora, ando de pés no chão.
Sou sacudido no machado, gosto de lidar com gado montado no meu alazão.
Para espantar os mosquitos uso a fumaça do meu pito e clareio a noite com luz do lampião.
La o sol se esconde mais cedo por detrás do arvoredo da noite não tenho medo me adormeço na solidão.
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Quem é independente
Quem é independente, barulhento, exigente, ranzinza
e mandão é bom viver sozinho na roça, para não ser
incomodado.
Saudades da roça De andar beira rio, beira lama. Da garota na porteira que me chama.
Saudades da roça
De andar beira rio, beira lama.
Da garota na porteira que me chama.
Dos feixes de cana, garapa coar.
De no rio pular
Sem saber nadar.
De contemplar…
O Poeta da Roça
O Poeta da Roça
Sou fio das mata, cantô da mão grosa
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A minha chupana é tapada de barro
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Sou poeta das…
FRÍVOLO
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Manhã da roça
bacia de biscoito
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relincho de potro
sentimento afoito
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Barcaça das águas
fundo do mar morto
…
Caminho triste
Caminho triste
Surge o vento com um som esbelto
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Traço alguns desejos que reluzem teus olhos<…