Poesia - O caboclo do Sertão
Poesia - O caboclo do Sertão
Sou matuto, sou da roça, tenho orgulho da mão grosa, sou amante do sertão.
Sou caipira, minha nossa senhora, ando de pés no chão.
Sou sacudido no machado, gosto de lidar com gado montado no meu alazão.
Para espantar os mosquitos uso a fumaça do meu pito e clareio a noite com luz do lampião.
La o sol se esconde mais cedo por detrás do arvoredo da noite não tenho medo me adormeço na solidão.
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Dominguinhos
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Alberto Duarte Bezerra
Tu era da roça,
Nem sei se estudou,
Mas pro povo vivente,
Como cantou!
Teu sorrir espantava,
O desalento, a amargura,
(…Continue Lendo…)
BRINCADERA DI RIMÁ
BRINCADERA DI RIMÁ
Vâmu brincá di fazê versu e rimá?
É só fazê versu e rimá, acumpanhandu us versu di trais, us anteriô!
Se ocê num sabê iscrevê im caipirêis, num faiz má… O importa…
A terra flora
A terra flora! Felicidade!
Choveu na roça! Adeus cidade.
Eu vou-me embora. Eu já vou tarde!
Eu vou agora. Bateu saudade!
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Mulher Roceira
Mulher da roça, mulher
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Eta, mulher, mulher que gosta de roçar
Tu és tão forte, mulher
Que até me eleva
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Saudades da roça
De andar beira rio, beira lama.
Da garota na porteira que me chama.
Dos feixes de cana, garapa coar.
De no rio pular
Sem saber nadar.
De contemplar…
Abrir uma Roça
Abrir uma Roça, um terreiro, um Ilê, não é somente colocar 3 tambores para bater!
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