Ela vestia vermelho quando a revolução estourou Não existia lua no céu, nem comida nos pratos O caos se alastrava como inundação
Ela vestia vermelho quando a revolução estourou
Não existia lua no céu, nem comida nos pratos
O caos se alastrava como inundação
Ela ouviu a primeira bomba explodir
E correu para o banheiro
Prendeu seus cabelos o mais alto que pôde
Passou rímel azul
Usou o resto do seu perfume
E colocou no pescoço o velho talismã
O lenço que a sua avó e a sua mãe haviam usado para cobrir seus rostos
Ela usou amarrado na cintura para esconder as armas que iria usar na luta
E quando pisou na praça não estava sozinha
Muçulmanas, católicas, pagãs, judias e famintas
Todas elas encontraram-se de novo
E sem pedir permissão.
Velho Talismã
Mensagens Relacionadas
Poema
Poema: Comida
De todas as poesias…
A que eu ouço hoje…é você.
Nas suas loucuras e curvas da vida.
Ou vida sem curvas e loucuras.
Comer é um desafio.
Fico estonteada…
Quando a gente tem fome de comida, parece que o estômago corroe, avisando. Mas quando a gente tem fome de amor, quem é que nos avisa?
Quando a gente tem fome de comida, parece que o estômago corroe, avisando.
Mas quando a gente tem fome de amor, quem é que nos avisa?
– Se imagine diante de uma mesa lotada de comida que você gosta
– Se imagine diante de uma mesa lotada de comida que você gosta, sabendo que a partir de amanhã ficará uma semana sem poder comer, jejum total. O que você iria fazer?
− Lógico que iria comer o m…
O vento mostra o caminho para os passaros. Azuis, pretos, laranjas e coloridos. A comida no bico a rapidez de chegar até se atar com os filhos no ninho.
O vento mostra o caminho para os passaros.
Azuis, pretos, laranjas e coloridos.
A comida no bico
a rapidez de chegar até se atar
com os filhos no ninho.
O amor é o mesmo<…