MORTE DO POETA Marcio Souza Meu mundo perdeu-se as cores, Transformou-se em saudades, Já não canto mais versos de amores, Foi-se embora a felicidade.
MORTE DO POETA
Marcio Souza
Meu mundo perdeu-se as cores,
Transformou-se em saudades,
Já não canto mais versos de amores,
Foi-se embora a felicidade.
Será meu canto de despedida?
Que o próprio tempo revela?
Dessas surpresas da vida,
Que o pobre poeta não espera?
É uma angústia sem fim,
É uma dor que arrebata,
Que tomou conta de mim,
E que aos poucos me mata.
E nessa adversidade sentida,
Levada à própria sorte,
O poeta morre, com a poesia em vida,
E a posteriori, com o seu próprio corpo a morte!
De tantos versos e cantigas,
Hoje é um poeta que jaz,
Sem lágrimas de despedidas,
Que apenas, partiu em paz.
Marcio Souza
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Cheguei a um momento
Que nem a morte me importa mais
E na vida, já não gasto mais gás.
Mirei o alvo
Alcancei o topo
Inovei de novo
Destruí quem me olhava torto
(…Continue Lendo…)
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Lembra a morte sorrateira, rouba alegria,
Maltrata a alma amante
faz o tempo tredo constante
e aflição melodia.
Pelô, forró e saudade.
Pelô, forró e saudade.
Perto dessa laje bem batida
Recheada de isopor e treliça
Por mais colorido
E movimentado que esteja
A sinceritude da morte
Deixa seu traço de…