Élcio José Martins GLADIADORES URBANOS É madrugada
Élcio José Martins
GLADIADORES URBANOS
É madrugada, hora de acordar,
Ainda tenho sono, tenho que levantar.
Viro para o canto e durmo novamente,
Acordo assustado ao toque do despertador gritante.
Com um pulo saio da cama,
Recordo a noite de um sonho bacana.
A secretária já chegou e a mesa arrumou,
Pão com manteiga, frutas, queijo e o café já preparou.
Ainda de pijama, preparo-me para o banho,
Ligo o chuveiro e logo me assanho.
Escovo os dentes, sorriso brilhante,
Fico bonito, fico meigo, fico galante.
No quarto minha roupa me espera ansiosa,
Camisa branca, calça preta e gravata verde e rosa.
Ouço o samba da mangueira com a rima, verso e prosa,
Com o seu samba na avenida sempre foi a mais formosa.
Como os grandes gladiadores, me preparo para a batalha,
Minha barba, serrada, faço ela com navalha.
É hora de juntar meus pertences e minha tralha,
Vou exercer a cidadania do homem que trabalha.
Sapato, meia, calça, gravata, cinto e paletó,
Tudo isto pra vestir um homem só.
No criado-mudo aguardam os apetrechos,
Pareço um carnavalesco preparando sua fantasia e seus adereços.
Coloco a caneta no bolso,
A correntinha no pescoço.
Relógio no pulso para não esquecer a hora do almoço,
Carteira com documentos para alguém me chamar de moço.
O celular, utilitário que não pode faltar,
A aliança no dedo para lembrar as juras no altar.
Chave do carro e o cartão para estacionar,
Dinheiro no bolso para o almoço pagar.
Fecho a porta, entro no carro e ligo o motor,
Ligo o ar pra diminuir o calor.
Vejo se o documento está no porta-luvas,
Dirijo com cuidado pela avenida sapetubas.
Rezo no carro minha predileta oração,
Agradeço pelo trabalho que traz paz ao coração.
O trabalho é árduo, mas é sempre gratificante,
É uma luta solitária onde sou desafiante.
A tarefa tá apertada cumpra o prazo e não atrasas,
É um voo as cegas de um pombo sem asas.
Sou batalhador e cumpro minha obrigação,
Minha empresa é minha casa e meu sustento, a ela tenho muita gratidão.
Volto pra casa com o dever cumprido,
Fiz meu dever como o sempre prometido.
Desfaço de minha armadura,
Curto a família com afeto e ternura.
Nessa luta sempre fui um vencedor,
Nada fiz por obrigação, tudo aconteceu com muito amor.
Agradeço a Deus pela família e os amigos que me deu,
Agora é hora de dormir porque o sono me venceu.
Élcio José Martins
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