Por onde anda você? Há tanto tempo não te encontro, não sei como está, o que anda fazendo… Agora parece até um conhecido distante. Dói dizer isso, principalmente, pela saudade que aperta o peito.
Pai querido, sinto tanto a sua falta. Bem que seus conselhos me valiam o dia e me faziam pensar melhor sobre tudo. Quando adolescentes, não pensamos direito, mas depois percebemos o tempo perdido. Que saudade!
O ruim da nostalgia é querer sempre voltar ao passado, nos prender a ele. Devíamos pensar mais no presente e no futuro, não é?! Mas, quando bate essa saudade, é difícil pensar assim.
Mãe, agora que estou longe, sinto falta até das suas broncas, de você pegando no meu pé e mandando eu me alimentar nos horários certos. Faz falta ter você aqui, me ajudando e me lembrando até de tomar…
Hoje, entendo o que dizem quando falam que crescer é chato. Que saudade da família reunida, dos primos correndo e brincando, das avós disputando quem faz a comida, do meu pai contando piadas sem graça…
Você me faz tanta falta. É difícil aceitar que a vida tenha nos colocado em caminhos diferentes e que cada um seguiu o seu, que não fazemos mais parte da vida um do outro. Difícil aceitar esse destino…