Dançava como um títere
Dançava como um títere, tendo os cordéis dentro dela, atados na alma.
Depois tomou-me nos seus braços e, sem pedir, desapegou-me das roupas.
De todas as roupas.
Colocou-me a outra coroa e convidou-me para dançar com ela, os dois nus.
O meu corpo não tinha cordéis na alma, apenas acanhamento; sentia-se vazio de música.
Mas ela pegava-me nos braços, endemoninhava-me o corpo, arrastava-me no seu bailado revolto.
E ria.
Um sorriso que se media a palmos como se mede o diâmetro do mundo, redondo, grávido, imenso.
E eu entrei dentro desse sorriso, onde coube nu e sem vergonha.
E dancei com ela como dança um louco, como se não houvesse amanhã, como se o hoje fosse pouco.
E quando os nossos corpos caíram na cama, despidos e cansados, dormimos como dormem as flores, caídas umas sobre as outras, a partilhar o calor, a dividir o luar.
Só quando tudo dormia já, senti que havia música dentro de mim.
Finalmente.
Música…
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