Seja Verdadeiro!
Seja Verdadeiro!
Chega de atuações,
De poses, decorações…
Viva, puro, ora, sem medo!
Maçã Verde? Ou Velha?
Maçã Verde? Ou Velha?
Mundo maduro?
E alguns pedaços
Já apodrecendo?
Mesmo que eu não te ame mais, jamais te amarei menos.
Mesmo que eu não te ame mais, jamais te amarei menos.
Somos tão breves,
Que devemos ser leves,
Para que os ventos nos levem.
Lá vou eu!
Lá vou eu!
Universo girando sem parar,
Deuses brincando de esconder,
Dentro de buracos negros.
Infantil…
Infantil…
Tanto medo…
E vejo a criança, pura.
"Não cresça"…
Bobão, Babão?
Bobão, Babão?
Mui infantil.
Ainda mais no
Primeiro de abril.
Estático?
Estático?
Ídolos.
E estátuas.
Não sou de pedra.
Procuração?
Procuração?
Em nome de Deus!
E só falta Ele
Assinar.
Autofagia…
Autofagia…
Sonho de consumo?
Ou só ilusão que
Nos consome?
Misantropia?
Misantropia?
A melancolia?
Sombra de muro
Entre jardins?
Bem devagar…
Bem devagar…
Sol da tarde falecendo,
Esperando a lua chegar,
Sob os olhares de Dalva.