RECITADOR Em Crônicas
RECITADOR Em Crônicas
— Tudo bem eu tô aqui, eu vou te ouvir.
foi isso que eu disse a ela, por causa do sem noção que ela amava tanto.
Vai entender o porquê dele fazê-la sofrer, era tão Linda, transbordava doçura e sentimentos raros.
Eu não teria a audácia, quase que um pecado tirá-la uma lágrima.
Ela veio até a mim pedir Abrigo, e eu claro à dei.
A final era o papel que eu prestava, mas te confesso que com ela era diferente, ao contrário de outros casos eu queria ela para mim, queria desfazer todo seu sofrimento, fui paciente todas a vezes que ela ia sorrindo pra ele e voltava cabisbaixa até a mim… e lá estava eu outra vez…
— Tudo bem eu tô aqui, eu vou te ouvir.
Eu me esforçava todas as vezes pra não dizer o clichê de conversas passadas no ituito de fazer essa moça cair na real, e esquecê-lo.
Dizia algo como :
— Você tinha uma vida antes dele, não tinha? Então, volte a tê-la, tua felicidade não está sobre dependência de ninguém.
Não adiantaria eu lhe dar milhares de conselhos aqui, só depende de você, se permite respirar novos ares.
Mas com a vontade de dizer, 'Se permite me respirar'.
Por fim ela sempre agradecia o ombro amigo, por eu sempre está aqui, quando precisava, era assim que ela sempre me denominava, Amigo.
E quando uma mulher coloca a palavra 'Amigo' no final de cada frase, isso meio que faz a gente se sentir privado a isso, a não ter liberdade de conquistar algo além.
Então me calei sobre mim todas as vezes, manti o personagem e não me expus sentimentalmente e ficaram no ar milhares de palavras não ditas.
Porque o cara legal fica na Friend Zone (Zona de Amigo).
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