Carta ao falecido
Carta ao falecido
Nesse corredor jaz uma história; sobre ela contos tristes, mais morta do que viva.
Mais a dor, que a alegria, tal que foi assassinada antes mesmo de nascer, que por ti foi abortada antes mesmo de parir.
Tal que foi menosprezada em fraqueza misquinha e calculada, tal que despiu teu egoísmo, em face cuspida de avareza.
História que me fez afundar no mar enquanto eu queria nadar, história que apagou meu Sol, assassinou meu sono.
História que me desconstruiu e me destruiu.
Diante dessa tempestade que invade…
Espero que o amargo acabe
Que o sono volte a ser prioridade
Espero que a escuridão cesse e que eu enxergue novamente o brilho do Sol.
Espero que as lágrimas sequem no soprar do vento e que meu baleado sentimento seja transcrito e usado da forma mais bonita.
Que os anos passem, que o amanhã seja mais meu.
Espero que essa dor que defunta fez-se eu, defunta faça tu, cemitério ambulante de vida! Espero o mar debruçar no ritmo da correnteza, espero voltar a observar o silêncio, conversar com o vento enquanto em minha pele soprar.
Espero encontrar-me novamente em corredores sinceros, espero gente que saiba do princípio ao fim regar o elo.
Espero gente de verdade, que saiba o valor da palavra e também do silêncio, quando invade.
Espero o brilho no olho e mais ainda o olhar sincero.
Espero gente que ame e se entregue sem prender sentimentos alheios, gente que segue sendo sincero.
Espero corredores verdadeiros, não mais os disfarçados.
Espero reciprocidade e gente que não faça como o Ainda é cedo do Renato.
Espero vida que valha a existência, vida que vive sem o medo de se entregar, vida que respira vida, não apenas este ar.
Mensagens Relacionadas
►Eu Amava Ela
►Eu Amava Ela
Por que eu continuo a escrever?
Eu não sei o por quê
Quem me proporcionou o amor,
Já se foi da minha vida
E, ainda assim, eu continuei com as rimas
Es…
Depois de algum tempo
Depois de algum tempo, percebermos que os contos de fadas não existem… e se existem não é com nós que eles se realizam…
Depois de algum tempo percebemos que os principes e as princesas eram apen…
Eram dois office-boys de blusa bege de lã
Eram dois office-boys de blusa bege de lã, caminhavam pela rua de número quinze, com suas pastas pretas recheadas de milhões, conversavam corriqueiramente sobre qualquer coisa, soltavam largas risadas…
#fabiovarpechowski#infanto#contos#juvenisIncompatível
Incompatível
Quantos contos de fadas são precisos para escrever um final feliz
Nenhuma maquiagem é capaz de esconder do coração uma cicatriz
Quantas verdades se perdem no medo da esc…
… Aos poucos observamos que podemos sim, viver verdadeiros contos de fadas que nascem e crescem nutridos pelo sentimento autêntico do Amor, pelo respeito, pelo bom caráter e pela Verdade.
Se est…
►A Nova Vizinha
►A Nova Vizinha
Ludmila, Ludmila era seu nome
A conheci em uma de minhas aventuras de adolescente
Me lembro até exatamente quando, e onde
Ela era a filha de um conhecido do meu…