Expliquei por meio dessa analogia, comoa saudade que senti e como te conheci sem te conhecer.
Expliquei por meio dessa analogia, comoa saudade que senti e como te conheci sem te conhecer.
Imagine que você nunca foi à praia.
Mas você sabe que ela existe mesmo, você já a viu em fotos, na televisão, em filmes, novelas, as pessoas que a conhecem falam dela para você.
Você conhece a praia muito bem.
Você adora a praia.
Então um dia você a viu de verdade…mas você estava no alto, você estava em um helicóptero.
Você sobrevoou a praia, sentiu o cheiro do mar, viu a areia cintilante, você viu o sol se pondo no horizonte do mar…Você sentiu a brisa marítima tocar sua face.
Mas você na pôde descer, não pôde tocar nas pedras, não sentiu a areia escorregar por entre seus dedos, não encostou seus pés na água do mar.
Você sentiu vontade.
Muita vontade.
Então, um sentimento de desesperança te invadiu, talvez você não merecesse conhecer a praia.
Talvez você jamais teria outra oportunidade de chegar tão perto dela.
De senti-la, de sair desse patamar tão cruel que você se encontrava…admirar sem tocar.
Nesse breve instante de dúvidas, você lembrou daquela imagem linda, a praia..o mar..a areia cintilante..a brisa no seu rosto…você quer estar lá, você quer alcançar a graça sublime de senti-la.
Então, no momento que você reuniu todas as esperanças, e a certeza de que um dia, por mais breve que seja esse momento você terá a sua oportunidade magnífica e aproveitará cada segundo, nesse momento, seu coração guardou todas as lembranças e as sensações imaginárias e se encheu de uma saudade boa, uma saudade com esperança.
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