Sem açúcar
Sem açúcar
Todo dia ele faz diferente
Não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente
Não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido
Quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmancha o vestido
Ou nem me adivinha os desejos
Dia ímpar tem chocolate
Dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate
Dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor
na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor
Eu de noite sou seu cavalo
A cerveja dele é sagrada
A vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada
A sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado
Eu rolo sozinha na esteira
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Até Pensei…
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Junto à minha rua havia um bosque
Que um muro alto proibia
Lá todo balão caia
Toda maçã nascia
E o dono do bosque nem via
Do lado de lá tanta aventura
(…Continue Lendo…)
A menina de vestido rosa Joga bolas verdes Nos gatos
A menina de vestido rosa
Joga bolas verdes
Nos gatos pretos
Na rua cinza
E um dia de céu azul
E nuvens brancas
E sol amarelo
Difícil entender
Difícil entender, o homem já foi até a lua, mas a compaixão do mesmo não atravessa nem a rua.
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Vivem na rua Tendo consigo Os céus e as estrelas
Vivem na rua
Tendo consigo
Os céus e as estrelas,
Diante ao desprezo
E abandono
Da sua própria espécie.
Você me deixa a rua deserta Quando atravessa E não
Você me deixa a rua deserta
Quando atravessa
E não olha pra trás…