Curiosidade e o Mal em Agostinho
Curiosidade e o Mal em Agostinho
Se parar para pensar e analisar a vida na sua totalidade, verá que ela é movida pela curiosidade.
O ser humano em sua consciência e inconsciência busca algo que lhe dê sentido.
Usa e abusa de sua curiosidade e muitas vezes não sabe por que busca e nem sabe o que busca.
Agostinho em seu livro Confissões, trabalha o tema da curiosidade, de como ela pode ser utilizada de maneira errada.
A questão que o filósofo coloca é que há uma “vã curiosidade” que se disfarça de conhecimento e ciência, todavia, não passa de uma paixão de conhecer tudo.
Note que há uma diferença entre conhecer tudo e conhecer o todo.
Não é possível conhecer tudo, em todas as suas peculiaridades.
Contudo, é perfeitamente possível conhecer o todo, possuir uma visão geral do mundo.
A critica agostiniana precisa ser entendida a partir de sua metodologia de conhecer.
É um caminho que parte daquilo que é exterior (realidade) para o interior (coração no sentido de intimidade) e que visa o superior (Deus).
A curiosidade sadia passa pela intimidade, pelo desejo de se conhecer melhor.
Agostinho irá explicar que o mal entrará no mundo por essa “vã curiosidade”.
O mal irá ser encarado como uma privação do ser, pois Deus criou tudo o que é bom e Nele não há mal e nem há a criação do mal por parte Dele.
Esta questão será esclarecida pela graça.
A graça ensina o homem a aprender a vontade de Deus e as suas ações de uma maneira interna, dentro de sua intimidade.
Se por um lado, o pecado original foi herdado pelos homens de uma maneira interna, pela “vã curiosidade”, a graça também agirá de maneira interna pela intimidade.
Cuide de sua curiosidade, procure saber o porquê de sua busca e boa estadia no mundo com as pessoas de seu tempo!
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