A Vizinha…
A Vizinha…
Certo dia no discurso da vida
Peguei um trem chamado saudade
Vaguei até uma cidade
Tinha campos de trigo e sevada
Comprei uma casa meio de barro
Pintada de branco no campo
No meio de uma estrada de frente ao campo
Tinha dois cachorros e um gato para me alegrar
E um violão para cantar
Eu pintei a casa de branco
Minha vizinha me deu uma torta
Era de morango com um pedaço de alface
Ela queria me dar mais
Olhei na face da moça
Ela me deu seu numero
Eu disse que não procurava ninguém
Ela disse que também não
E não é que deu certo…
Certo dia no discurso da vida o trem que me deixou voltava
Era manhã a polícia me prendia
E eu dizia;
Daqui só saio com ela
Com ela quem?
A vizinha…
E não deu outra, descobriram tudo
Eu não estava sendo preso…
Fui internado, a mulher nunca existiu…
@cicerolaurindotextos
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