Lá estão novamente gritando os meus desejos
Lá estão novamente gritando os meus desejos.
Calam-se acovardados, tornam-se inofensivos, transformam-se, correm para a vila recomposta.
Um arrepio atravessa-me a espinha, inteiriça-me os dedos sobre o papel.
Naturalmente são os desejos que fazem isto, mas atribuo a coisa à chuva que bate no telhado e à recordação daquela peneira ranzinza que descia do céu dia e dias.
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