DEIXE DOER O QUE FOR HONESTO
DEIXE DOER O QUE FOR HONESTO
Quando dói em mim, eu deixo.
Deixo doer até a última gotinha de água salgada.
Depois ela se vai.
A dor não quer outra coisa que não seja exercer sua função: doer.
E não é banalizando, embotando as emoções que ela vai deixar de surgir de tempos em tempos.
Não sei como dói em você, mas por saber como dói a minha dor, imagino: de tão abstrata, incomoda fisicamente, de tão ignorada ela se humaniza…em nós, no que eram laços, certezas, sobram apenas as mãos entrelaçadas, sem ter onde segurar.
Deixo doer o que for honesto.
Deixo alagar meus olhos de chuva, escorrer pelo meu rosto e traçar caminhos sinuosos ou retas perfeitas como fazem os rios.
A dor só quer te lembrar que há vida naquilo que você rejeitou porque compunha um outro extremo do que imaginamos ser a felicidade.
Ela quer que você adquira sabedoria experimentando a totalidade…
(Acho que o que mais dói na dor é que ela nos deixa tristes…)
Mensagens Relacionadas
TROMBA D´ÁGUA
TROMBA D´ÁGUA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Um olhar assustado
rompe o céu; mesmo cético,
faz uma prece.
Cai muita chuva; parece
que Deus tomou diurético.
Começo num beck a brinca quando ainda ninguém Visava
Começo num beck a brinca quando ainda ninguém
Visava nada alem de tinta e gataria
Água limpa no brejo tinha eu lembro irmão
Enxergava o paraíso chapadão jogando altinha
Rostinho bonito envelhece
Rostinho bonito envelhece, maquiagem sai com água, pele bonita enruga, cabelo lindo fica branco…
Mas o caráter fica, a sinceridade cresce, os valores amadurecem, e fazer algo inesquecível, ningu…
Nosso Amor…
Nosso Amor…
Suave como o vento
Quando dispersa a água
Forte como a pedra
Que simplesmente o detém
você é dança..Eu música
Você a esculpir em mim desejos
Como …
Tendo agua eu vivo normal
Tendo agua eu vivo normal, nao tendo eu vivo mal…Posso ate viver algum tempo, mas vivo agonizando esperando que ela volte, se voce nao economizar ,nao so vai agonizar, como vai morrer em poucos dias,e…
#poemas#agua#deodoroberrielneto
Epitáfio
Epitáfio
Jaz neste saco,
que uma gélida brisa
tremendo no ar trazia,
dentre água e mato,
minha pálida poesia.