REI VERÃO
REI VERÃO
O teu mandar verão!… Está cheio
Cheio de suor e alta temperatura
Como arde o sol na sua quentura
Que calor estroina e sem receio…
Como brilha o dia sem algum freio
Sob o reflexo do ardor, árida figura
De pé, no cerrado, flagra em fartura
Como um cálido fumoso no enseio
Que abrasador fogo no céu ardente
Morre o desejo, outro almejo roga
Em febre, teima o chão recendente
Reino de suspiros!… incandescente
Reino esbraseante! de picante toga
Sossega este calor, vil e indecente!…
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
02 de janeiro de 2019
Cerrado goiano
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