NO ASFALTO
NO ASFALTO
Morre no asfalto…
Anta, lobo e gato
onça, bode e sapo
galinha, galo e galo.
Morre…
O cachorro e o dono do pato
a mala o cadeado o saco
morre, jegue, cavalo e gado
jacaré cobra e cagado…
Gente boa e os safados.
Morre no asfalto…
Alegria, dia e noite
sedo meio dia e tarde
tino, sino e badalo.
Morre…
A felicidade, verdade e gabo
montante de hoje e ontem
noite horizonte e fado,
a ponte para o futuro…
A flecha atirada ao monte.
Morre no asfalto…
Combustível, fumaça, embalo
lembrança distancia malho…
Todo tipo de aero tipo
toda grife, todo ralo.
Morre no asfalto…
Toda cor e todos embalos
ritmos, som e seus estalos
todo peso e todo fardo,
as sentenças com seus mandos…
E os encargos com seus horários.
Morre no asfalto,
todas as falas
e todos tiks dos gagos…
Silencio e afretamento
sonho de fé e plano,
e os segredos de fulano.
Morre no asfalto…
O homem a mulher o prado,
e o ritmo do velho diabo.
Antonio Montes
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