Os cachorros do mercado
Os cachorros do mercado
Os cachorros do mercado.
Todos soltos.
Espreguiçados.
Na porta da frente.
Esperando a tarde cair.
Daqui a pouco.Adentro fechados.
Esperando o anoitecer.
Guardiães das portas do lado.
Durante a noite vão latir.
Vivem uma vida tranquila.
Depois de curado as feridas,
Pelas ruas do abandono.
Agora de barriga cheia ,
vivem na porta do mercado.
Olhando as pessoas.
Esperando o afago.
E a hora do guarda chegar..
Nem os olhos costumam abrir.
Dormem sonhando que chegaram no céu.
No céu dos cachorros.
Se não recebe, um agradinho na hora.
Ficam em silencio e a vontade.
São tanta gente, passando.
Que nunca falta nada de verdade.
No mercado, é assim.
É um pedaço de carne, outro de pastel.
bolachas e doces.
Churrasquinho e pão de mel.
E é no meio dessa gente ordeira.
Em volta do mercado.
Trabalhadeira.
Que deixaram esquecida.
A antiga vida de cão.
São os cachorros do mercado,
Que estão sempre, ali na porta.
Agradando a multidão.
No lugar certo.
Na hora certa.
Aprenderam o que fazer.
Já não estão abandonados.
Estão sendo bem olhados.
Por cada banca do mercado.
Onde todos.
Tiram.
O seu viver.
marcos fereS
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