O MILAGRE DO AMOR No vácuo da noite silenciosa
O MILAGRE DO AMOR
No vácuo da noite silenciosa
o poeta reluta em controlar seus sentimentos,
mas já exausto e sem anteparos,
rende-se às forças exteriores que invadem suas entranhas.
Não há mais palavras a serem ditas e até os versos,
extasiados,
atiraram-se no amplexo da vida.
E de repente o desejo incontrolável de ouvir a voz que vem do eterno,
de admirar os olhos lindos e sinceros,
de fitar a magia do sorriso franco e puro.
Já não há mais resistência e razão e até mesmo a lógica partiu para o espaço infinito.
Tudo agora é encanto e em pensamento ele busca desesperadamente os traços e curvas nos arquivos da memória,
esculpindo, na solidão da noite,
cada linha daquele corpo ausente,
redesenhando o rosto,
os gestos,
o jeito especial,
sonhando com a ternura no entrelaço do abraço que lhe devolveu o entusiasmo pela vida.
A poesia se foi
e se os sentimentos são mais poderosos do que as palavras
é porque nada pode um poema ante o milagre do amor…
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