SAUDADE…
SAUDADE…
Saudade, saudade, saudade, é bom ou é ruim de sentir? Saudade dói como diz a frase “quem inventou a distância não conhecia a dor da saudade”, mas tem que doer? O que é saudade afinal? De que sentimos saudades?
Sentimos saudades de tudo.
Sinto saudade do tempo de menina, do tempo da inocência, da falta de compromisso, das brincadeiras de rua, amigos da rua, rua qual crescemos juntos, da casa dos avós, dos tios, dos primos… Ah como é bom lembrar a casa dos meus avos, onde tudo era permitido, do sabor da comida caseira: molho de batatinha com linguiça, bolinhos de fubá, o macarrão e o doce de manga da vovó, isso dá muita saudade.
Saudade da família reunida, das festas de final de ano, na qual nós, primos, tios e pais e avós, bebíamos, comíamos, jogávamos baralho (truco).
Saudades das cantorias, rompíamos a madrugada, soltávamos nossos talentos, que nem era tanto talento assim.
Oh como isso dá uma saudade.
E com o tempo passa ser saudade da casa de nossos pais, porque esses agora já são os avós.
Saudade dos amigos que aos poucos foram partindo e se perdendo no tempo e na distância.
Afinal cada um segue sua vida, seu destino.
Saudade do tempo em que brincávamos na rua, sem perigo eminente, até ao anoitecer: queimadas, vôlei, licença beti (conheci essa brincadeira por esse nome, nem sei como se escreve), esconde-esconde, pique- esconde, passa-anel, etc..
Saudades da adolescência, o primeiro beijo, primeiro amor, as festinhas na casa dos amigos, do primeiro porre, das aventuras, etc.
Saudade dos rompantes, dos sonhos da juventude, ah como sonhávamos! Queríamos tanto… tantos sonhos, muitos não concretizados.
Mas tenho saudade de sonhar sonhos inatingíveis, afinal, saudade de sonhar.
Tem mais saudade, saudade de amor, essa é cruel.
Saudade também do tempo em que amávamos como se não existisse mais ninguém no mundo.
O rompimento de um relacionamento era o fim.
Mas passa, o tempo é o senhor dos esquecimentos, esquecemos, mas a saudade fica.
Saudades, saudade de muitas coisas, se eu fosse citar todas, passaria o resto da vida escrevendo.
Ops, pera ai, relendo o que escrevi então me deu saudade de novo, mas no inicio do meu texto referi uma frase na qual a saudade doe… mas não senti dor.
Saudade não tem que doer.
Se doer não é saudade.
Porque ninguém sente saudade dos momentos difíceis, das angustias e das dores.
Então saudade nada mais é a certeza de que vivemos momentos felizes.
Se houve felicidade não há porque ter dor.
Mas se ainda tem dor, seja pelo distanciamento da convivência com alguém que te fez feliz, o que causa saudade, seja lá pelo que for, é porque estais vivendo de passado.
Viver no passado é reviver o que não volta, é não permite ter novas saudades.
Viver no passado é não entender que a vida segue, sem apagar o passado, sem deixar de sentir saudade, porque saudade é bom.
Enfim, saudade é a certeza de tivemos momentos feliz! E se “saudade é melhor do que caminhar vazio (Mario Quintana)” quem vive sem saudade vive na solidão! E eu não caminho vazio!
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