A MINHA DESGRAÇA
A MINHA DESGRAÇA
O mais alto entre os abutres! Vão
De amor e ódio, descontente…
Sem luz, sem nada… ao sol poente
Flamejando em mágoas o coração…
O mais alto! Um fantasma ao chão
Rastejando em labirintos, dolente
Ao seu orgulho, e, unicamente
Qual um blasfemado sem paixão…
Um mar morto, uma estrela caída…
O mais vil, de aflição, sem lida,
No vozear de mais um são-pecador!
Sem vigor, e desgraçado, e triste…
D’olhos fechados, que à dor persiste,
No amar sem vida o próprio amor!
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