Tenho lágrimas ancoradas no solitário cais do meu olhar
Tenho lágrimas ancoradas no solitário cais do meu olhar.
Em dias sombrios de procela, são empurradas bruscamente para o alto mar dos meus tormentos, formando ondas gigantescas de aflição.
Num embate violento chocam-se contra os rochedos intransponíveis que há em mim.
Só depois de os fustigarem cruelmente se espraiam mansas na solitude de um suspiro demorado.
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Para sentir o cheiro da lua
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