DESCONHECIDOS
DESCONHECIDOS
Ando perdido nas ruas,
Esbarro em corpos,
São rostos sem nome,
Vejo pichações sem punições,
Humanos virando touros,
Ou seria apenas um carrapato?
O crack sendo o toureiro,
Talvez a lança que perfura…
O cidadão comum dá olé…
Viramos desconhecidos,
Somos viúvas do touro,
Choramos de preto nas lapides,
Mas não reagimos,
Não lutamos contra o toureiro,
Aceitamos os touros,
Couros manchados,
Andares desajeitados,
Copulando em qualquer lugar
Viramos a cara e damos olé…
Jogamos rosas vermelhas,
Lindas rosas do direto humano,
Mas cadê o direto do justo,
Do atropelado pelo touro,
Pelo lancetado pelo toureiro,
Aquele que foi ignorado pelo povo?
Já não sei mais como andar,
Quem confiar na noite,
No dia ou no cruzamento,
A vida virou uma maldita arena…
As viúvas choram e não fazem nada,
O direito humano é de quem?
Do touro,
Do povo,
Do toureiro,
Do carrapato,
Da adaga?
É de todos menos de quem foi vitima da tourada…
A maioria do povo se ergue e apenas dá olé…
André Zanarella 30-01-2013
recantodasletras.com.br/poesias/4903618
Mensagens Relacionadas
Os mesmos caminhos que nos leva a um labirinto de trechos desconhecidos
Os mesmos caminhos que nos leva a um labirinto de trechos desconhecidos, poderá ser o mesmo que nos mostrará a saída triunfante com muita luz…
#rosanegra#desconhecidos#poemasCavamos juntos os poços desconhecidos
Cavamos juntos os poços desconhecidos. Buscamos juntos a água, que para essas bocas secas, serve como a única fonte da sentença sã. Colheita de damascos nos campos vizinhos, gelados e escondidos.
#julioraizer#desconhecidos#agua#poemas
As redes sociais dão a sensação de fama a desconhecidos
As redes sociais dão a sensação de fama a desconhecidos. O pior é que eles acreditam.
#poemas#eduardovarandasararuna#desconhecidosQUEM SÃO ELES? QUEM ELES PENSAM QUE SÃO?
QUEM SÃO ELES?
QUEM ELES PENSAM QUE SÃO?
Por que pensam que podem pensar, por mim, por ti, por nós? Nem que fossem patrióticos, pensadores, religiosos, altruístas, doutores, filósofos, out…
São tantas as portas fechadas
São tantas as portas fechadas, mundos desconhecidos a descobrir.
Quem saberá o segredo da fechadura?
Quem ousará transpor o silêncio do vazio?
Às quatro e vinte da manhã
Às quatro e vinte da manhã, ela acorda e me vê sentado na varanda.
— Amor, o que tá fazendo aí? Nem amanheceu ainda.
— Lembra que noite passada seu pai falou que o nascer do sol daqui é di…