IMPOTÊNCIA
IMPOTÊNCIA
Sinto-me constantemente sensibilizado por imagens que não posso mais viver e envolvo-me em pensamentos empoeirados.
As visões de ontem compõem um tênue grito de luta; no entanto, o tempo de tormenta impera.
Os vultos dos que me foram implacáveis são obliterados na fogueira da solidão, e sigo vivendo em dunas de cinzas.
As rosas do meu jardim extinguem-se e libertam-se com essências de papoula.
Embora o tempo arraste e devaste tudo o que tenho, a permanência do que sou ainda resiste.
A solidão funde-se à minha sombra e nesse ínterim minhas lágrimas não lavam as poeiras do pensamento.
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