Foste abatida por flocos de perfume branco porque te
Foste abatida por flocos de perfume branco porque
te deixaste ir à deriva das rupturas combatidas p’los lábios
de granizo no franzido céu.
Não tive outra chance senão
aprender com torpor a fácil arte de estudar a luz de todos os cometas,
subterfúgio do meu vivo crime!
Ó, novíssimo crime!
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Visto-me na colónia do medo porque já nada sei
Visto-me na colónia do medo
porque já nada sei ser senão medo desmembrado
com a sensação presa de me aprofundar
num remoinho golpeante
p’los vidros em derramamentos que me toca…
Uma vez atei lençóis ferrugentos aos membros lisos da claridade daquele
Uma vez
atei lençóis ferrugentos
aos membros lisos
da claridade daquele céu tatuado,
como deslizava lasso ao longo
da corrente sanguínea
de um qualquer envenenament…
Navegando no seu mar
"Navegando no seu mar, sou capitão desprovido de conhecimento.
Feito marinheiro em primeira viagem, vou mareando com o seu encantamento".
Que o marinheiro não subestime nunca o mar sereno
Que o marinheiro não subestime nunca o mar sereno, as suas águas profundas podem guardar as ondas incertas de uma tormenta surpreendente.
#epigrafes#mariaalmeida#marinheiro
“Todos nós nos sentimos amedrontados, como marinheiros que vêem o seu piloto em desatino”.
“Todos nós nos sentimos amedrontados, como marinheiros que vêem o seu piloto em desatino”.
Jocasta > Édipo Rei
Balanço-me feito túnica de cortinas a cordas de violino
Balanço-me feito túnica
de cortinas a cordas de violino a estalar,
marco o compasso entre véus a sopros de flauta
e nesses púdicos lugares eternizo-me dançarino.