NOITE EM PÁLPEBRAS II
NOITE EM PÁLPEBRAS II
"Há muitos tons amarelados em árvores, muros sem tinta e no cinza asfalto.
Bitucas de cigarro caem beijadas, pintadas de vermelho cereja.
As latas de cerveja brilham foscas, tal como o céu tem a catapora incandescente.
Passam muitos homens indecentes, assoviando ao passo ligeiro delas.
Elas por elas.
Os carros parecem andar sozinhos.
Não há ninguém do lado de fora dos limites da infinitude.
Talvez, seja aí, que eu participe da história.
A noite não tem insônia - boceja e sorri sem parar as horas."
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Em dias de cinzas,
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se sentindo cinza
Sorria.
Para dar um contraste
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Esperança
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Já que chorei Já que sorri Já que até aqui
Já que chorei
Já que sorri
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Já que li né?
Jaque enfim.
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O menino então sorri e nem o inimigo mais feroz resistirá a esse sorriso de quem se oferece tão sem defesa.
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