Tenho uma particularidade estranha para quem vive rodeada de pessoas
Tenho uma particularidade estranha para quem vive rodeada de pessoas, amo elas, não sei viver sem, mas preciso de solidão.
Preciso para rir de mim mesma, chorar por qualquer coisa idiota, para pensar e repensar naquilo que já pensei, para entender meus defeitos, descobrir os motivos, desvendar os fatos, brigar com minha emoção, esvaziar o coração.
Amo tanto as pessoas, mas ficar perto de mim me faz ser quem sou, se é que sei ao certo quem sou.
Sinto um vazio, vazio de algo que não escrevi, que não li, não assisti, não fiz, não senti, sinto que falta tanto a descobrir, a explodir, aqui, tudo dentro de mim.
Penso tanto, não faço quase nada.
Se alguém pudesse olhar por dentro de mim e me dizer o que eu preciso dizer e não consigo, tudo fica tão perdido.
Meus olhos vão além do horizonte, e os motivos que me levam a pensar tanto são banais, qualquer coisa me faz pensar, rir, chorar, amar, indignar, tudo que sinto é de forma tão intensa que mal cabe em mim.
Então eu preciso de solidão, pra tentar descobrir que buraco é esse? Que sensibilidade é essa?
Quero escrever, e não consigo.
Quero pensar, não consigo.
Quero sair, mas quero ficar aqui, deitada.
Quero companhia, mas quero solidão.
Quero alguém, mas quero-me primeiro.
Eu me doou para o amor, e preciso me recarregar, como tudo que gasta energia, enquanto chega nessa hora, é que sinto falta do meu carregador.
Preciso de coisas que me movam, que me recomponham, que sejam combustíveis para minha alma, inspiração.
Algo além da lua, do sol, das estrelas, da natureza, dos sorrisos, algo que venha de mim, que saia de mim, que eu faça, que eu saiba, que eu seja.
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