TOLERÂNCIA (soneto)
TOLERÂNCIA (soneto)
Não venho aqui me desculpar com perdão
e nem tão pouco desfiar verso plangente.
Aqui declamo o que o coração deverás sente
onde há mais que tesa regra ou justificação
Não façamos ouvidos surdos a toda gente
no cada qual com a sua escolha ou razão.
Gratuita é a liberdade ofertada na emoção
tal qual cor na aquarela se faz diferente
Se amar é gesto que nos traz comunhão
porque assombra o fluxo contracorrente?
Pois na sombra não se erigi plena visão
É aflitivo crer que desafeto seja recorrente
da intransigência na diversidade de opinião.
Pois, a quem ama, a tolerância é presente…
Luciano Spagnol
Agosto, de 2017
Cerrado goiano
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Quisera eu ser poeta
…Escreveria um verso
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…Nas calmarias do amor
(…Continue Lendo…)
Tu amas a quem te escreve E o amor
Tu amas a quem te escreve
E o amor nunca padece
Compenetrado em um verso
Valsas em um campo belo
E as estrelas te invejam
Por seu brilho maior que os dela.
Vivo dias repetidos se não há ninguem pra ler nem
Vivo dias repetidos
se não há ninguem pra ler
nem tão pouco responder
meu olhar nem meus versos perdidos
Sabes, nunca os quis esconder
mas sozinhos mantem-se escondidos.