A morte é agressiva em todas as suas esferas
A morte é agressiva em todas as suas esferas.
Seja no acidente que ninguém esperava, seja no ventre da mãe, seja no paciente terminal, seja no cidadão com morte cerebral declarada, seja no inconsequente que vivia brincando com a vida, seja no idoso de quase 100 anos.
Não interessa.
Ela assola, nos deixa devastados, impotentes, perplexos, nos faz tremer e temer.
Afinal quando vai chegar nosso dia? Ou pior: quando vai chegar o dia daqueles que amamos?
Estar em um velório é algo curioso.
O morto não é só aquele que está dentro do caixão, imóvel.
Morrem também várias pessoas ao redor.
Sim, elas respiram, andam, falam, seus corações ainda batem.
Mas uma parte… aliás, me arrisco a dizer: uma GRANDE PARTE é enterrada junto com o ente querido.
Os sonhos, as risadas, os planos, os abraços, a voz, o aconchego, a alegria.
Vai tudo embora.
Sorte a nossa que nos restam as lembranças boas, ainda que em certos momentos evitamos até lembrar.
Machuca demais.
Sei que nossa esperança é renovada em Jesus.
Sei que estamos aqui de passagem, sei que existe um céu e uma vida eterna de alegrias para aqueles que acreditam na salvação em Cristo.
Mas sou de carne, osso e emoções.
Enquanto estiver aqui na Terra vou chorar, vou sentir, vou sofrer com a morte.
Sempre que alguém que eu amo morre, uma parte de mim vai junto.
E ainda que o tempo passe e novos amores surjam, esse pedaço nunca volta, nunca regenera.
Ele se vai pra sempre.
E por enquanto é assim que eu vou vivendo.
Com meus buracos, com meus remendos, com minhas falhas.
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