Ri(to) de Passagem.
Ri(to) de Passagem.
Mar de ilusões.
E, só, ao afogar-me,
Vi que a água não era doce.
Meus Deus…
Meus Deus…
Mãos ao alto!
- Disse o pastor,
Passando a sacola.
Guerra e Paz?
Guerra e Paz?
A vida é luta constante.
No imo, batalhas homéricas.
E na boca, pedaços de outrem…
Vazio.
Vazio.
Na sala de estar,
Esperando o jantar,
Sem ser ou estar.
Sacolinha? Saco!
Sacolinha? Saco!
Obra de Deus?
Pagar para isso?
Mas está pronta!
Aprendendo?…
Aprendendo?…
Acordo, outra vez…
Dobro as abas do lençol.
E a vida, as minhas…
Olhando Filhos…
Olhando Filhos…
Queria ser criança.
E, de novo, inocentar-me…
Sem mundo nos ombros…
Sabia?
Sabia?
Saudade do abraço dos meus filhos,
Do hálito de refrigerante e batatinha…
Eu achava que não tinha, mas tinha.
Noite Feliz?
Noite Feliz?
Nosso planeta,
Bola de Natal,
Frágil, no céu.