Quero comer bolo de noiva
"Quero comer bolo de noiva,
puro açúcar, puro amor carnal
disfarçado de corações e sininhos:
um branco, outro cor-de-rosa,
um branco, outro cor-de-rosa."
O amor me fere é debaixo do braço
O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas, atinge o meu coração é por esta via inclinada
#irma#adelia#palavras#adeliaprado#amor#prado#coracao#tocam
Eu tenho a esperança que nada se perde
Eu tenho a esperança que nada se perde,
tudo alguma coisa gera…
O que parece morto, aduba…
O que parece estático, espera.
[…]
"Ó pai, duro é este discurso, quem poderá entendê-lo?"
Se abrisse um sol sobre este dia incômodo,
eu rapava com enxada os excrementos,
punha fogo no lixo
e demarcava …
Deus de vez em quando me tira a
Deus de vez em quando me tira a poesia e eu olho pedras e vejo pedras mesmo…
#adeliaprado#deus#adelia#primeiracomunhao#pradoDe onde vens
"De onde vens, graça que me perdoa deste tristeza, desta nódoa na roupa, da pele rachada em bolhas. De onde vens, certeza de que um pouco mais de açúcar não fará a ninguém?". (Em "A duração do dia" - …
#adeliaprado#prado#certeza#adelia
Aqui se passa fome
Aqui se passa fome, aqui se odeia, aqui se é feliz, no meio de invenções miraculosas.
#adelia#fome#combater#adeliaprado#prado
me consola
…me consola, moço.
Fala uma frase, feita com o meu nome,
Para que ardam os crisântemos
E eu tenha um feliz Natal!…
Deus de vez em quando me tira a poesia
Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra
#poesia#adelia#adeliaprado#deus#prado#primeiracomunhao
Assim que escurecer vou namorar
Assim que escurecer vou namorar.
Que mundo ordenado e bom!
Namorar quem?
Minha alma nasceu desposada
com um marido invisível.
Não tenho mais tempo algum
"Não tenho mais tempo algum, ser feliz me consome".
(De O Pelicano, em Poesia Reunida, página 365, Editora Siciliano – 1991)
Esconder-se no porão
Esconder-se no porão, de vez em quando, é necessidade vital. Precisamos de silêncio e solidão, e, não, apenas os poetas. Senão, corremos o perigo de nos esvairmos em som, fúria e esterilidade. O campo…
#adeliaprado#prado#adelia
Em Português (excerto)
Em Português (excerto)
As línguas são imperfeitas
pra que os poemas existam
e eu pergunte donde vêm
os insetos alados e este afeto,
seu braço roçando o meu.