O Menino Azul

O Menino Azul
O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.
O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparecer.
O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.
E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.
(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

#poemas#ceciliameireles#cecilia#meireles#contos 230

Mensagens Relacionadas

Comunicação Cecília Meireles

Comunicação
Cecília Meireles
Pequena lagartixa branca,
ó noiva brusca dos ladrilhos!
sobe à minha mesa, descansa,
debruça-te em meus calmos livros.
Ouve comigo a v…

(…Continue Lendo…)

#poemas#cecilia#meireles#contos#ceciliameireles

MURMÚRIO

MURMÚRIO
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da …

(…Continue Lendo…)

#cecilia#ceciliameireles#poemas#meireles#contos

Desenho

Desenho
Traça a reta e a curva,
a quebrada e a sinuosa
Tudo é preciso.
De tudo viverás.
Cuida com exatidão da perpendicular
e das paralelas perfeitas.
Com apu…

(…Continue Lendo…)

#meireles#cecilia#poemas#contos#ceciliameireles

OS MORTOS SOBEM AS ESCADAS

OS MORTOS SOBEM AS ESCADAS
Os mortos sobem as escadas,
sorrindo com seus claros dentes.
Alegrias que nunca tiveram
quando eram vivos e presentes,
felicidades que apenas s…

(…Continue Lendo…)

#meireles#alegria#cecilia#contos#poemas#ceciliameireles

CONHEÇO A RESIDÊNCIA DA DOR

CONHEÇO A RESIDÊNCIA DA DOR
Conheço a residência da dor.
É um lugar afastado,
Sem vizinhos, sem conversa, quase sem lágrimas,
Com umas imensas vigílias, diante do céu.
A …

(…Continue Lendo…)

#contos#meireles#ceciliameireles#poemas#cecilia

Tentativa

Tentativa
Andei pelo mundo no meio dos homens.
uns compravam jóias, uns compravam pão.
Não houve mercado nem mercadoria
que seduzisse a minha vaga mão.
Calado, Calado, me…

(…Continue Lendo…)

#poemas#meireles#cecilia#ceciliameireles#contos