CRÔNICAS DE UMA EXISTÊNCIA
CRÔNICAS DE UMA EXISTÊNCIA
O mundo sorri enquanto meu sangue escorre.
Todos cantam, mas meu choro se sobrepõe.
Eles correm, eu só consigo rastejar.
Não é culpa minha… talvez seja! A solidão é o castigo que determina o culpado? Então eu sou culpado.
E quem me culpa? A verdade! E a verdade é que o medo se tornou maior que a esperança.
O sonho se tornou maior que o desejo.
A dor afugentou minha coragem.
A saudade tornou o tempo maior.
Tempo esse que nem era grande, mas se fez eterno… por que você se foi! E se foi por quê? Por que você? Não sei dizer… não posso dizer.
Caprichos da vida que leva e que traz, que dá e que tira, que faz e desfaz.
Talvez o acaso que se fez pleno, Por que em certeza responde o incerto.
Mesmo o tudo nada me responde, no entanto o nada é a resposta mais certa para tudo.
E o que fazer com essa certeza insana de saber que estou fadado à solidão? Como curar uma ferida invisível que insiste em manter rasgado o coração? Esse coração que já nem me pertence e que é regido pelo som melancólico de uma melodia desconhecida, que ecoa pelos pensamentos e desafina cada segundo da minha existência.
Há remédio para essa loucura? Estarei tão perdido
no tempo – naquele tempo – que talvez já nem tenha mais salvação? Sinto que as palavras
mais propícias afim de descrever o que sinto, ainda não foram inventadas.
Sinto que a única canção que conta em detalhes toda a minha dor, ainda não foi composta.
Sinto que a ajuda da
qual disponho… realmente nem sabe que pode me ajudar - se é que alguém pode me ajudar.
Estou cansado.
Finalmente percebi que não posso – ainda que queira – continuar travando esta batalha.
Minhas forças – que já eram escassas – acabaram de se exaurir.
Eu não tenho mais por quês… não tenho mais motivos… eu não tenho nada… por que eu não tenho você.
Qual é o sentido? Qual é a lógica? Não há um sentido lógico.
Não há lógica que faça sentido… a única pessoa que eu realmente amei pertence a outro mundo… talvez nunca mais a veja.
E é isso o que sou… isso é o que me tornei.
Um andarilho que vaga sem rumo nem direção na tortuosa estrada da vida.
Um capitão impotente que observa o seu navio à deriva da fúria do mar durante a mais intensa das tempestades.
Uma folha… que plana ao acaso tal qual a vontade dos ventos.
Eu tenho escolha? Não! Eu tive escolha.
Eu escolhi o caminho certo… antes tivesse escolhido o errado.
Mas agora é tarde! Não adianta chorar, não adianta se lamentar, não adianta tentar retroceder e nem tampouco se adiantar.
O tempo é esse! A hora é essa! Viver é sofrer! No passado eu não existia… no futuro, eu deixarei de existir… então se eu quero viver que seja hoje… que seja agora! Mas a pergunta é… eu quero viver??? A única resposta que eu tenho encontrado é… que ainda que sem motivos… ainda que sem porquês… eu devo viver.
Eu devo viver!!!
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