"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto”.

"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir.
O que confesso não tem importância, pois nada tem importância.
Faço paisagens com o que sinto”.
(Do Livro do Desassossego - Bernardo Soares Bernardo Soares (heterônimo de Fernando Pessoa (PDF))

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Há barcos para muitos portos, mas nenhum para a vida não doer.
Nem há desembarque onde se esqueça.

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Estás só. Ninguém o sabe.
Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
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DOBRE

DOBRE
Peguei no meu coração
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Olhei-o como quem olha
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Olhei-o pávido e absorto
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