Ciúmes do passado
Ciúmes do passado
Não há casal no mundo que não discuta o ciúme, que não vivencie o ciúme.
Uns levam o assunto com tranqüilidade, sentem ciúmes civilizados, que não tumultuam a relação.
E outros são atormentados por esta praga, não podem olhar para os lados que o parceiro já fica de antena ligada.
Uma chateação cotidiana.
Isso é cuidar do relacionamento? Isso é prova de amor? De certo modo, sim, é um zelo, um carinho – desde que as proporções sejam razoáveis.
Você não quer perder seu amor para outra pessoa, então fica de olho.
Não dá pra dizer que é uma insanidade, você está apenas reafirmando a posse do que julga ser seu.
A sensatez vai pras cucuias quando o ciúme não está mais relacionado ao presente, e sim ao passado de quem você ama, um passado que não foi compartilhado, um passado que você não conhece, um passado onde você não existia, onde você não foi traído, portanto.
Mas uma garota não quer saber de sensatez quando sente uma dor profunda ao ver, por exemplo, fotos do namorado cinco anos atrás, feliz da vida ao lado de amigos e amigas que ela não conhece.
Ela sente ciúme dos discos que foram comprados antes da relação começar, sente ciúmes dos presentes que foram recebidos antes, sente ciúmes de roupas que foram compradas sem a opinião dela, sente ciúmes das alegrias que foram vividas bem longe da sua presença.
Como você pode acreditar quando ele diz que não consegue se imaginar sendo feliz sem você, se cinco anos atrás ele estava passando férias em Trancoso com um sorriso de orelha a orelha? Algumas pessoas não colocam os pés em lugares onde seu amor foi feliz na companhia de outros.
Se ele foi feliz em Trancoso, que Trancoso arda em chamas!
Já não é ciúmes o nome disso.
Já nem mesmo é amor.
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