Entrei no carro
Entrei no carro,
Tranquei a porta,
Olhei-me no retrovisor e só quis sair dali.
Lembro de você segurar minha mão e dizer que tudo ficaria bem
Nessa noite torta,
Nesse mundo, tudo é em vão,
Nada permanece bem.
Eu tinha um passageiro no banco de trás
Daqueles que pesão uma tonelada
Me seguiu por muito tempo,
Ao longo de toda a estrada
Entre choros e soluços.
Com um cigarro da boca,
Jurava não mais te amar.
O subúrbio gritava
Minha mente arranhava
A estrada dizia baixinho tudo o que não teves coragem de falar
O cara do banco de trás gritava
"O deixe sozinho"
E eu jurava não mais te amar.
O relógio marcava 3:00 da manhã
Não sabia a quanto tempo estava ali
Os quilômetros rodavam cada vez mais rápido.
Nada mais é sóbrio,
A vida é o ópio,
O inferno é aqui
O celular toca,
O passageiro balbucia "Atende"
Tiro os olhos da estrada,
A vida transcendente,
As engrenagens se encontram embaraçadas
A morte sorri contente.
Lembra o gosto do teu beijo.
Fiz teu corpo, minha eterna morada.
"Espero que morras" tuas últimas palavras.
Realizei teu desejo…
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A maior tragédia da vida não é a morte, porque um dia iremos todos morrer. A maior tragédia, é não poder voltar no tempo, é não poder reviver.
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Autora: Aurilene Damaceno
Em memória de Ploc:
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Mesmo sem te ver
Sem te conhecer
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Pra quê a pressa?
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(…Continue Lendo…)
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infinita que desce rasgando a garganta aperta meu coração e o torce de forma a eu explodir em lágrim…