De uma cantante alegria onde riem-se as alvas

De uma cantante alegria onde riem-se as alvas uiaras
Te olho como se deve olhar, contemplação,
E a lâmina que a luz tauxia de indolências
É toda um esplendor de ti, riso escolhido no céu.
Assim.
Que jamais um pudor te humanize.
É feliz
Deixar que o meu olhar te conceda o que é teu,
Carne que é flor de girassol! sombra de anil!
Eu encontro em mim mesmo uma espécie de abril
Em que se espalha o teu sinal, suave, perpetuamente.

#poemas#mariodeandrade#modernismo 341

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Senhor
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm

#velhice#oswalddeandrade#modernismo#poemas

Quanta honra ouvir Manuel Bandeira Ensina pela nostalgia Propõe-se com

Quanta honra ouvir Manuel Bandeira
Ensina pela nostalgia
Propõe-se com singeleza
Os jovens não escutam Manuel Bandeira
Não sei se já sabia
Ele escreve como ser na vida (…Continue Lendo…)

#modernismo#educacao#geraldoneto#adultos#poemas#jovens

Não Sou Manuel .

Não Sou Manuel
.
Chega
Já deu
Não sou Manuel Bandeira mas vou-me embora…
Aqui despedaço
Trituro
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As lembranças também frit…

(…Continue Lendo…)

#nanacae#modernismo#poemas

O Poeta Come Amendoim

O Poeta Come Amendoim
Mastigado na gostosura quente de amendoim…
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo melado melancólico…
Saem lentas frescas triturada…

(…Continue Lendo…)

#mariodeandrade#modernismo#poemas
Relógio

Relógio

Relógio
"As coisas são
As coisas vêm
As coisas vão
As coisas vão e vêm
As horas
Vão e vêm
Não em vão"

#poemas#modernismo#oswalddeandrade
Não sou Mário Quintana Piorou ser Manuel Bandeira Agora não

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Não sou Mário Quintana
Piorou ser Manuel Bandeira
Agora não sei quem vai escrever
O poema de minha vida inteira

#modernismo#adalbertobernardes#poemas