Um jovem escritor
Um jovem escritor.
Minha vida é como uma imensa praia de muito areal e pouca maré.
Preciso de água: as dislexias em semântica, passarinhos a miar nas sentinelas dos caranguejos, sóis a formar plebe em nome da lua.
Dispo-me.
Não tenho vergonha de me expor.
Salve Drummond que compreendeu toda precisão do mundo: pessoas, cafés, livrarias.
As notas estrugem como vulcões: música, versos, pelicanos e outras delicadezas tímidas do dia.
Há em mim enxaquecas dos byronianos, a vontade de encontrar o que perdi (despretensiosamente), fichas de carrossel.
E essa manhã que ainda não raiou… Volta?
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