Soneto de realidade
Soneto de realidade
Outra vez uma história mal contada…
E a cada frágil argumento lançado,
quebro, como um vaso despedaçado,
retrato da minha alma machucada…
A decepção bruscamente instaurada…
O afeto assim se fez, menosprezado,
a confiança, este bem tão estimado,
destruída, implodida; reduzida a nada…
Humilhado, sem ter tido o ônus de errar,
iludido, perdido no limbo desse ínterim,
até sentir o açoite da traição a estalar…
Respiro consternado, perante o fim,
quizera eu, apenas a utopia de amar,
sem que fosse usado isso, contra mim.
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