Saudade daqueles tempos que eu era só um tuquinho de gente
Saudade daqueles tempos que eu era só um tuquinho de gente.
Que ficava com raiva porque minha mãe não deixava pegar arroz em casa, pra fazer comidinha em panelinhas.
Saudade de ficar triste porque minha mãe não quis comprar aquela boneca que todo mundo tinha, ou aquela certa boneca que fazia meus olhos brilharem.
E mais saudades ainda?, De ficar suja, brincar na terra, dizer que “AMO” do coração.
E sem ter vergonha de ficar suja, e sem vergonha de dizer o que eu sentia.
Só que agente vai crescendo, e vai ficando bobo… E já não tem mais aquela ingenuidade que uma criança tem.
Não tem mais aquele brilho nos olhos.
E o que sobra, é vergonha.
Saudades disso.
Saudades de quando eu não dizia “Eu te amo” para qualquer um.
E sim, para quem realmente sempre me amou.
“Os Meus Pais”.
Saudades de quando eu não tinha vergonha de falar pra eles o quanto eu os amava.
O quanto eu os amo.
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