Colheita Eu procurava o amor em jardins de cactus
Colheita
Eu procurava o amor em jardins de cactus.
Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca.
Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado.
Simples como naturalmente é.
Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos.
Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados.
A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê.
É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho.
Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.
Mensagens Relacionadas
Quando você se foi
Quando você se foi, o dia ficou tão triste
Arvores secaram, e o céu mudou de cor
Depois que você se foi, vida quase não existe
As nuvens choraram, pela falta do nosso amor
Quan…
luz do sol não sabe o que faz
luz do sol não sabe o que faz e brilha para todos
Debaixo dessas árvores um despontar da existência.
É belo…assim que sinto
O dia era cinzento Por trás das árvores passava
O dia era cinzento
Por trás das árvores passava o vento
Pela rua ela caminhava
Em um leve movimento
Enquanto o mundo parava no tempo
Tão doce quanto o sabor do ácido, Viajo na ideia de ser quem não sou.
Tão doce quanto o sabor do ácido,
Viajo na ideia de ser quem não sou.
Ideias brotam como árvores mortas,
Nasce tão quente quanto o fogo,
Amadurecem como o congelar da água.
(…Continue Lendo…)
Floresta Velha
Floresta Velha
Os ventos que me sopram são sussurrados pelas árvores negras da floresta gélida, e nessa brisa fria sinto-me sombrio como a penumbra. Quero nessa floresta vagar enquanto a chuva c…
Metafísica
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por el…