Colheita Eu procurava o amor em jardins de cactus
Colheita
Eu procurava o amor em jardins de cactus.
Vinha buscando o fruto em árvores erradas, e nas mordidas sentia o gosto azedo, que amarga no fim da boca.
Colhi amores podres, comidos pelo tempo e dor.
Foi preciso paciência – e um outro tempo – amadurecendo um fruto para colhê-lo doce, suave, terno e delicado.
Simples como naturalmente é.
Eu imaginava haver segredos por trás dos espinhos.
Mas é puro acaso que amores e espinhos se encontrem em botões abertos ou fechados.
A rima entre amor e dor é armadilha.
O verdadeiro fruto está ao alcance das mãos – mas é tão rasteiro, que quase não se vê.
É preciso passear sem fome para enxergá-lo redondo, vermelho.
Para então mordê-lo distraído como numa tarde de chuva.
Mensagens Relacionadas
Eu prometo mesmo no inverno quando as arvores
Eu prometo mesmo no inverno quando as arvores não tiverem mais folhas nem flores, quando as cores não forem tão vibrantes e a frieza já tiver tomado conta de quase tudo, me lembrar que você é a minha …
#cirineugaetano#poesias#arvore#infantis#folha#poemas#apaixonadas#arvores#inverno
As folhas das árvores caem para nos ensinar a cair sem alardes
As folhas das árvores caem para nos ensinar a cair sem alardes.
Manoel de Barros.
Quero andar entre as árvores da praça Me esconder
Quero andar entre as árvores da praça
Me esconder entre as estátuas
Te ver entre o chafariz
E caminhar com você na Praça Paris
ÀS GRANDES ÀRVORES
ÀS GRANDES ÀRVORES
Ama todo o verde,
não só a flor
respira tua paz
vê o teu amor
Inspire se mais
no antro sagrado
entre em silêncio
Não lhes cause dor
(…Continue Lendo…)
Tenho Fé
Tenho Fé
Por entre as árvores e seus galhos secos, a sombra da sua presença é sentida;
No caminhar, a sensação de que algo está para acontecer a qualquer momento é percebido;
Mais al…