XXVI
XXVI
Às vezes, em dias de luz perfeita e exata,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ver senão o visível!
Mensagens Relacionadas
Não quero a meia-luz
Não quero a meia-luz, não quero a cara bem feita, não quero o expressivo. Quero o inexpressivo. Quero o inumano dentro da pessoa; não, não é perigoso, pois de qualquer modo a pessoa é humana, não é pr…
#poemas#poema#luz#famosos#claricelispector#clarice#lispector#escritoresFÉ
FÉ
Que mau há de ter
Em querer entender
Os mistérios da vida
O que Deus criou
Alguns chamam de Energia
Alguns chamam de Deus
Alguns chamam de Amor
Algun…
A franja na encosta Cor de laranja Capim rosa chá
A franja na encosta
Cor de laranja
Capim rosa chá
O mel desses olhos luz
Mel de cor ímpar
O ouro ainda não bem verde da serra
A prata do trem
A lua e a estrel…
Deve ser o vento norte
Deve ser o vento norte, esse excesso de luz, a primavera chegando, a lua quase cheia.
#luz#lua#caiofernandoabreu#primavera#poema#ventoTira-me a luz dos olhos - continuarei a
…Tira-me a luz dos olhos - continuarei a ver-te
Tapa-me os ouvidos - continuarei a ouvir-te
E, mesmo sem pés, posso caminhar para ti
E, mesmo sem boca, posso chamar por ti.
Arr…