O tempo cobre o chão de verde manto
O tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto de neve fria, e em mim converte em choro um doce canto.
E afora este mudar-se a cada dia, outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soia.
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(…) Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê.
Tu es a cativa que me tens cativo
Tu es a cativa que me tens cativo
#camoes#luis#sonetos#luisdecamoesEndechas a Bárbara escrava
Endechas a Bárbara escrava
Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que pera meus olhos
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Transforma-se o amador na cousa amada
Transforma-se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
Coitado! que em um tempo choro e rio
Coitado! que em um tempo choro e rio
Coitado! que em um tempo choro e rio;
Espero e temo, quero e aborreço;
Juntamente me alegro e entristeço;
Du~a cousa confio e desconfio.
(…Continue Lendo…)
Nos perigos grandes
Nos perigos grandes, o temor
É maior muitas vezes que o perigo.