Garoto pobre da zona sul, de roupa e alma rasgada tecia seu verso, incerto em seu velho caderno azul.
Garoto pobre da zona sul,
de roupa e alma rasgada
tecia seu verso, incerto
em seu velho caderno azul.
O telhado tinha uma goteira,
o madeirite tinha uma fresta,
Pela fresta assistia o universo,
A lua, as estrelas, que linda festa.
O dinheiro que o pai trazia,
dava pro pão, mas faltava pra vida.
A mãe dizia menino larga esse caderno
que isso não dá futuro, só ferida.
O garoto da favela nunca esqueceu a viela,
o povo, a dor, a sirene e o caderno.
Foi pro mundo muito cedo,
comprou um livro, vestiu um terno.
Nunca contestou as palavras
afiadas de sua querida mãe.
Desobedeceu ela até o fim da vida.
Em seu jazigo um poema:
Morreu o poeta da viela,
Venha estrela e venha lua,
espiar por entre a fresta.
Venham cear nessa rua,
Chorar a morte, fazer uma festa.
Cantar seus versos, contar seu amor
Fazer com que saibam que poetas
também nascem do calor da favela.
Roney Rodrigues em "Poeta da Viela"
Mensagens Relacionadas
É o sopro de Oyá…
É o sopro de Oyá…
É poesia, verso e prosa!
É Bethânia, é Mangueira…
É amor em verde e Rosa!
Ex é uma doença grave
Ex é uma doença grave
Cada letra do verso que escrevo assobia o teu nome e faz permuta com a gravide confusa do meu peito escasso, que entristece e chora de desonra com a ausência das curvas sér…
POESIA DO AMOR (02.10.2018)
POESIA DO AMOR
(02.10.2018)
Não posso me esquecer
Do amor que me toma
Como um verso a entrar
Dentro da minha origem.
E é ele (o amor) a mover
Minhas atitudes …
Aprenda a amar sem nenhuma dúvida. Aprenda a lidar com seu defeitos.
Aprenda a amar sem nenhuma dúvida.
Aprenda a lidar com seu defeitos.
Não faça disso uma dívida;
Em ter que fazer pra receber.
Há um verso em mim que canta sempre
Há um verso em mim que canta sempre a melodia de um amor distante,
de um amor não vivido, não permitido…porém amado!
A melhor versão do meu maior verso é um versinho
A melhor versão
do meu maior verso
é um versinho:
Amo