Soneto de Separação
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
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Assim eu quereria meu último poema
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Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
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Uma arte
Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.
A vida está bem
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Tabacaria
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Como em delícia muda sua ausência
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Soneto 116
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