O Último Poema
Assim eu quereria meu último poema
Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais
Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas
Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume
A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos
A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
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Podia ter morrido de amor –
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E pode até me ver berrar –
Mas eu vivo em…
A Música de Amor de J. Alfred Prufrock
Pois já conheci a todos, a todos conheci
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Percebo vozes que fenecem com uma agonia de outono
(…Continue Lendo…)
O Cemitério Marinho
Como em prazer o fruto se desfaz,
Como em delícia muda sua ausência
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A m…