O dedo bate na corda do violão
O dedo bate na corda do violão,
bate uma saudade!
As mãos batem no tambor,
bate uma solidão!
Estou no som da dor,
não há lamento no silêncio.
Coração por que me i…
A infância vai
A infância vai, a criança senil fica,
ao menos farto de anos,
comemoro os melhores dias nesta vida,
até que eu pisque um olho, acordado,
quem é já nasce pronto!
O mistério sem providência
O mistério sem providência,
cobra imposto
sobre a alegria.
Sou caçado, torturado
e preso! Por só
negar tristeza!
O palhaço triste
O palhaço triste,
que faz graça,
para sobreviver.
Rir é fácil,
difícil é fingir!
A infância não sobrevive no tempo
A infância não sobrevive no tempo,
somente assombra na lembrança.
derrama vinho no sofá
derrama vinho no sofá:
— Tudo bem meu amor, isso é normal,
mas cuidado com o cigarro aceso em cima da minha…
— Da nossa…
— De nenhum dos dois (Coleção de poesia marginal).
Duas poesias no café da manhã
Duas poesias no café da manhã,
no almoço três a quatro,
converso com os versos,
pelo resto da tarde,
por toda a noite,
infinitamente pela vida…
O amor errante pode voltar a qualquer instante
O amor errante
pode voltar
a qualquer instante,
porque quem
não mata saudade
morre distante!
A felicidade é um bem constante
A felicidade é um bem constante,
com você a todo instante,
dentro de cada momento,
que deixa passar, sem aproveitar,
em pensar não ser importante,
vai sem dizer, tente pe…
Perdas e despedidas
Perdas e despedidas.
Dividido em uma nova decisão.
A distância traz saudades
a dúvida deixa insatisfação.
O meu avô deixou para o meu pai
O meu avô deixou para o meu pai,
o meu pai deixou para mim,
deixarei para os meus filhos e netos.
assisto a minha família
assisto a minha família,
e compreendo o sucesso das novelas!
O tronco de concreto
O tronco de concreto,
sem frutos, sem folhas,
a luz esconde
a liberdade,
não tem asas,
para o sol visto
de outro horizonte.
De mãos dadas com os sentimentos
De mãos dadas com os sentimentos,
caminhei na esperança,
os sonhos amigos,
as emoções parceiras,
repulsei o ódio,
que a ira traiu, passageira,
quando o fraco batia,…
Calma filha
Calma filha, não chore, ele volta!
Por romance, ou por revolta, ele volta!
A pé, ou de carona de carroça, ele volta!